

Já sabemos que a economia, principalmente aqui no Brasil, é passível de sofrer uma série de variáveis que podem acabar prejudicando aquela aplicação que você escolheu, ocorrendo em perdas financeiras.
Sendo assim, dividir seu capital e colocar um pouco em cada aplicação pode evitar a dependência em uma aplicação e trazer rendimentos mais altos, ainda que com riscos maiores.
Ao diversificar, estamos correndo menos riscos potenciais, uma vez que não estando o dinheiro em um só lugar, repartindo o capital em mais ativos, tende a nos proporcionar uma maior segurança financeira.
Alocar corretamente as aplicações é determinante na performance do portfólio, e montar uma boa carteira de investimentos se trata disso.
Seguindo essa linha de raciocínio mencionada na introdução, a forma como os seus ativos estão distribuídos é determinante para um bom rendimento, e o balanceamento se trata justamente do equilíbrio dos seus investimentos, seja em função do risco ou qualquer outra categorização que se aplique.
Portanto, o balanceamento é fundamental para qualquer investidor, pois assim é possível conseguir montar uma carteira que eventualmente se exponha ao risco, mas conte com recompensas que se encaixam em cada perfil determinado.
Algo muito importante a se levar em consideração quando se investe no mercado de ações é estar atento para que a carteira de investimentos não fique estagnada e para isso existem técnicas que buscam manter uma constante e coerente evolução com as melhores opções do mercado, como é o caso do rebalanceamento da carteira.
A necessidade de diversificação, mais especificamente de balanceamento e rebalanceamento da carteira, é um dos pontos mais importantes na hora de investir.
Existem diversas formas de você balancear a carteira, mas independente das regras e modelos, o mais importante é sempre agir com base no seu planejamento pessoal.
Para balancear de forma eficiente, é preciso estar atento essencialmente a três fatores, que são: o perfil de investidor; a idade alinhada ao momento de vida; e os objetivos dos investimentos.
Uma vez definidos esses parâmetros, é necessário traçar uma estratégia antes de escolher em qual ativo aplicar, porque uma vez definida a dinâmica de balanceamento mais eficiente para cada perfil, torna-se muito mais fácil decidir sobre os próximos investimentos.
Quando ainda se tem pouca experiência, a prudência é o denominador comum para se proteger das flutuações do mercado. Porém, essa proteção alinhada à regularidade acaba também limitando os objetivos mais ambiciosos.
Ainda que a regularidade implique em uma maior disciplina na hora seguir uma rotina de aplicações, pode levar – o que frequentemente acontece – a um desperdício de oportunidades.
Portanto, aqueles investidores que entendem a racionalidade da equação de diversificação e investem em, por exemplo, 20 ativos poderão perceber que após 15 anos, acabam errando em 4 ou 5, mas acertam nos outros 10.
Para uma diversificação assertiva, uma de suas maiores aliadas é a assimetria positiva. Com a experiência, o investidor vai recalculando a rota e ajustando seu foco, atingindo com o passar do tempo retornos cada vez mais proveitosos.
Neste caso, para alcançar o máximo upside de uma ação é importante entender muito bem como determinada empresa gera valor para todos os seus acionistas, assim como a capacidade de continuar a gerar lucro no futuro.
Sendo assim, investir a longo prazo nos permite jogar com o crescimento da economia, que acarreta na valorização dos ativos de renda variável ao longo de décadas, e ainda contamos com uma clara assimetria positiva nos ativos escolhidos que tiveram boa performance.
O rebalanceamento consiste na composição bem definida para uma carteira de investimentos – de acordo com os critérios que definem o perfil pessoal – e segui-la fielmente, com prazos definidos para a calibragem necessária.
A técnica é simples e não exige mais que a disciplina de acompanhar de perto os resultados.
Para aqueles que não têm tempo ou disposição para fazer tal gestão, é possível adotar um rebalanceamento automático, como é o caso de fundos balanceados e planos de previdência privada com carteira mista.
Existem algumas formas de se balancear a carteira de Investimentos que se tornaram famosas, como a regra dos 60, a qual predica que o investidor pode se expor mais a risco no início da sua vida e ir se afastando dele ao longo da vida; a regra dos 80, mais ousada que a dos 60, pois ao invés da distribuição de renda variável ser 60 menos a idade idade do investidor , usa-se 80 menos a idade.
Já a estratégia Barbell se conforma com a rentabilidade baixa porém estável, buscando manter o patrimônio no caso de crises. No Brasil, seria uma categoria quase em sua totalidade aplicada em títulos públicos, como é o caso do tesouro direto.
Finalmente, quem saberá qual a melhor estratégia de balanceamento de uma determinada carteira é de fato o próprio investidor. Não há necessidade de seguir uma estratégia específica já existente, e sim estar alinhado aos seus objetivos e necessidades, levando em consideração seu momento de vida.