

Para investir com segurança e assertividade, um dos fatores mais determinantes é a capacidade de acompanhar o mercado e ler seus sinais. Tanto no caso de investimentos de renda variável como de renda fixa, os índices nos trazem um comparativo entre diferentes fundos de ativos, tornando-os algo fundamental principalmente no caso da renda fixa, que preza pela previsibilidade.
A importância de conhecer os principais índices de renda fixa antes de escolher onde investir reside na capacidade que eles têm de refletir o mercado, sendo de fato, indicadores de rentabilidade.
Estamos falando, portanto, de indicadores de desempenho de ativos financeiros funcionando como termômetros do mercado, que irão determinar o nível de rentabilidade de cada investimento. Seguindo essas orientações e oscilações poderá ajudar a diferenciar a rentabilidade nominal e a rentabilidade real, nos propiciando comparações eficazes e projetando com mais precisão a lucratividade dos investimentos.
Esta categoria engloba investimentos que prezam pela previsibilidade e segurança. Falamos assim de ativos que com regras definidas desde o princípio de sua aplicação, seja em termos de remuneração como vencimento e afins.
Além da previsibilidade, os diferentes investimentos da renda fixa podem ter características específicas em cada caso, seja em títulos do Tesouro Direto, LCI, LCA, CDB ou outros fundos ofertados no mercado. Escolher em qual título investir dependerá do perfil do investidor e seus objetivos, portanto um estudo que alinhe ambos é essencial.
Uma vez definido como ativos de renda fixa funcionam, entramos no âmbito dos índices que os comparam e analisam. De modo geral, esses indicadores avaliam o desempenho dos ativos financeiros.
No caso da renda variável, seu principal índice no mercado é o Ibovespa, muito citado aqui no blog, porém neste artigo trataremos dos principais índices de renda fixa.
CDI – Sigla usada para referir-se ao Certificado de Depósito Interbancário, é a transação diária feita pelos bancos com objetivo de manter seu saldo em caixa positivo, e um dos principais índices de renda fixa conhecidos, pois acaba determinando o rendimento mensal e anual das aplicações, refletidos a taxa de juros incidida sobre essa operação financeira. Sua taxa varia diariamente, pois acompanha movimentações financeiras, e tem como base a média de empréstimos negociados entre bancos.
Inflação – Famosa para qualquer cidadão com dinheiro guardado no banco, no caso dos investidores ela mostrará se este está ganhando ou perdendo em determinada aplicação. Pois um investimento vantajoso precisa ter seu percentual acima do valor da inflação. Caso contrário há perda, uma vez que tal valor aplicado estará se desvalorizando com o tempo, sob o prisma do IPCA (índice de Preços ao Consumidor Amplo).
Existem, contudo, investimentos atrelados à renda fixa que oferecem uma rentabilidade com acréscimo do IPCA, protegendo assim o investidor do risco da variação inflacionária.
Selic – Trata-se da maior referência da economia brasileira. A taxa básica de juros é uma das principais cartas que o governo lança mão para controlar a inflação, influenciando diretamente nas taxas de juros. Com valores bem próximos ao CDI, a Selic é calculada também com base na apuração das operações de empréstimo realizadas em um dia entre os bancos que utilizam os títulos públicos federais como garantia.
IMA-Geral – Conjunto de índices calculados diariamente, o Índice de Mercado ANBIMA Geral é calculado diariamente e têm como função avaliar a rentabilidade dos títulos públicos do Brasil. Calculado a partir de uma média ponderada de seus componentes e período, seu resultado é de alta importância para aplicações em ativos de renda fixa.
IMA-B – Também do grupo de Índice de Mercado ANBIMA, aborda especificamente os títulos atrelados à inflação. Sendo assim, para aqueles que têm interesse em investir no Tesouro Direto IPCA+, é imprescindível acompanhá-lo. Vale ressaltar que o IMA-B também possui outros subíndices, como o IMA-B 5, que inclui títulos com prazo de até 5 anos, e o IMA-B 5+, no caso de títulos com prazo acima de 5 anos.
IMA-S – Ainda do grupo de Índice de Mercado ANBIMA, aborda neste caso os títulos pós-fixados pela taxa Selic, que como dito acima, serve tanto para remunerar investimentos corrigidos por ela quanto para referenciar juros, como no caso de financiamentos. Acompanhar o IMA-S é portanto de alta relevância para quem investe no Tesouro Selic.
IRF-M – O Índice de Renda Fixa do Mercado trabalha com títulos de renda fixa prefixados, o qual compõe dois títulos públicos federais: as Notas do Tesouro Nacional série F, conhecidas como NTN-F e as Letras do Tesouro Nacional, conhecidas como LTNs. Ele também conta com dois subíndices, que são: IRF-M, para títulos com vencimento de até um ano, e o IRF-M 1+, para títulos com vencimento acima de um ano.
Para investir em títulos de renda fixa, além da avaliação dos índices indicados acima, há uma série de fatores a serem avaliados. Elencamos abaixo alguns tópicos que podem ser relevantes na hora de escolher onde aplicar suas economias.
Conhecer as particularidades dos índices de renda fixa combinadas à análise de suas necessidades facilitará a escolha de opções alinhadas aos seus objetivos. A partir de agora você sem dúvida estará mais confiante no momento de investir.