

Boa parte do sucesso de quem atua no day trade (estratégia especulativa que se baseia na compra e venda de ativos em um período máximo de um dia) passa por um conhecimento amplo sobre os principais indicadores, que ajudam a orientar o trader sobre os movimentos futuros dos preços. Pensando nisso, trouxemos, neste artigo de fácil consumo, uma lista com os top 3 indicadores que não devem ficar de fora de suas análises. Boa leitura e bons negócios!
Os indicadores são representações gráficas das fórmulas que calculam determinadas condições do preço de um ativo. Com eles, a observação do mercado e a análise das cotações se torna mais eficiente e menos suscetível a equívocos, o que reduz os lucros e pode gerar prejuízos. Os diferentes indicadores existentes permitem ao investidor realizar as mais diversas
análises. É possível, por exemplo, avaliar se o preço de um ativo está abaixo ou acima da sua média histórica, qual o volume de negociações acontecendo, entre outras avaliações que costumam ser oportunas para efetuar bons negócios.
Depois de entender qual a importância dos indicadores, vamos listar e explicar como funcionam 3 deles, que não devem ficar fora das suas análises. Confira.
O VWAP, sigla em inglês para Preço Médio Ponderado pelo Volume (Volume Weighted Average Price), tem como objetivo apontar o preço médio de um ativo em relação à quantidade de negociações realizadas em determinado período. A fórmula desse indicador calcula os preços do ativo relativamente ao seu volume de negociações. Isso é importante para estabelecer, nessa média, um preço justo para uma grande oscilação com baixo volume de negociações, por exemplo. Afinal, baixo volume é sinal de que o mercado não tem interesse no ativo àquele preço. Assim, é importante considerar o volume no valor. Como os preços tendem a voltar para a média, pode-se buscar uma compra ou venda tendo a VWAP como alvo, ou ainda, utilizá-la como um suporte ou resistência para entrada em uma operação.
O IFR é a sigla pela qual ficou conhecido o Índice de Força Relativa, criado pelo norte americano J. Welles Wilder Jr. Esse indicador permite acompanhar a velocidade da variação do valor do ativo, chamada de "força do movimento".
O IFR é uma escala que vai de 0 a 100. Oscilações acima dos 70 pontos indicam que o mercado está numa posição "sobrecomprada" (ou seja, na expectativa de que determinado ativo cairá de preço). Já quando o índice aponta um nível inferior a 30 pontos, diz-se que o mercado está "sobrevendido" (esperando que os preços subam). Para estabelecer esses dados, o indicador dispõe no gráfico o resultado de um cálculo que considera as médias simples do preços de fechamento em períodos de ganhos e perdas. Assim, as áreas de sobrecompra e sobrevenda do indicador demonstram possíveis pontos de exaustão. Desse modo, aliado a outros indicadores, o IFR é capaz de destacar boas oportunidades de negócio.
Também é conhecido por seu nome em português, ponto pivô. O cálculo para a elaboração desse índice leva em conta a máxima e a mínima do dia anterior, bem como os valores de abertura e fechamento.
Esse indicador é utilizado para prever os chamados níveis de suporte e resistência no pregão atual ou no seguintes. Esses níveis podem ser ótimos indicativos de um bom momento de negociação, e também para definir a hora de realizar seus lucros ou definir um mecanismo de stop-loss. Como uma das características mais notáveis dos mercados de valores são os pontos de represamento do valor dos ativos, o pivot point é um dos indicadores com mais alto índice de acerto. Isso porque as projeções das máximas, mínimas, abertura e fechamento representam momentos de participação mais intensa do mercado nos volumes de negócio.
Compreender melhor como funcionam os principais indicadores para acompanhar o day trade é algo que toma tempo. Além disso, não é porque um indicador foi útil em uma situação ou é utilizado por outros investidores que ele é o mais indicado para a sua situação. Por isso, procure aprender sobre o assunto e reavalie suas necessidades sempre que necessário!