

Para entender o que é uma ação preferencial, é importante que saibamos conceituar o que são os dividendos.
Dividendos são uma parte do lucro das empresas que é dividida entre todos os acionistas. E as ações preferenciais, são assim chamadas por justamente terem preferência no momento de receber esses dividendos.
Logo, podemos concluir que se você for um investidor que busca por ações que paguem bons dividendos anuais, e que quer formar uma boa carteira de ativos para garantir renda, as ações preferenciais são a melhor opção, se comparadas às ordinárias.
As ações preferenciais terminam sempre com o número 4 em seus nomes. São conhecidas como as “ações PN”.
Exemplos:
Geralmente, as ações preferenciais possuem mais liquidez que as ordinárias, justamente por serem mais procuradas devido a essas características com relação à prioridade no pagamento dos dividendos.
Um mercado financeiro forte é essencial para o desenvolvimento do país, uma vez que fomenta o crescimento da poupança interna e permite que grandes corporações façam captação de recursos para financiar suas operações e ampliações, via mercado.
Com isso, tende a crescer o número de investidores individuais “pessoas físicas”, que são pessoas que querem ter ganhos superiores aos investimentos tidos como tradicionais, como poupança e CDB (certificado de Depósito Bancário).
São muitos os grandes investidores que defendem a tese que investir em ativos que geram bons dividendos regularmente é o melhor caminho para ser bem-sucedido no mercado de ações.
Para isso, procuraram ações preferenciais de grandes empresas desde o início de sua vida como investidores. O brasileiro Luiz Barsi e o americano Warren Buffet são ótimos exemplos de sucesso dessa estratégia.
Ambos possuem ações preferenciais de diversos ramos de mercado em seus respectivos portfólios.
É totalmente possível que, seguindo a estratégia certa e tendo disciplina, as pessoas consigam montar uma carteira de ações preferenciais que garantam a elas uma “renda passiva” no futuro.
Chamamos de renda passiva a situação em que o investidor não depende de seu trabalho para ganhar dinheiro, e sim dos recebimentos dos dividendos que são gerados por suas ações.
Basicamente, existe uma porcentagem mínima do seu lucro que a empresa tem que distribuir entre seus acionistas.
Segundo a Lei 6404/76, popularmente conhecida como a “lei das S/A”, a informação sobre esse percentual deve constar no estatuto das companhias, que, caso seja omisso, fica estipulado em 50%.
Geralmente esse número fica em 25%, em média, nas principais empresas de capital aberto que operam na bolsa brasileira.
Os detentores de ações preferenciais possuem prioridade no recebimento desses valores, e caso a lucratividade da empresa seja aquém do esperado, são os donos das ações ordinárias é que ficarão sem receber seus dividendos.
Outra questão importante a se ressaltar sobre as ações preferenciais, é que, em caso de falência ou liquidação da empresa, investidores que possuem ações preferenciais também têm prioridade no recebimento dos recursos remanescentes.
Há diferenças importantes entre as duas classes de ações, podemos destacar as principais:
Por não terem direito a voto nas assembleias deliberativas que ditam os rumos estratégicos das empresas, alguns investidores podem se incomodar com esse distanciamento com relação à administração das empresas.
Porém, na grande maioria dos casos, os investidores comuns, que detém ações ordinárias em suas carteiras, não fazem questão de participar das assembleias e tampouco possuem poderes para mudar os rumos das empresas, visto que a quantidade de votos é proporcional à quantidade de ações que o investidor possui. E por mais ações ordinárias que um investidor individual detenha, não terá o peso necessário para fazer frente aos grandes players do mercado.
Adquirindo ações preferenciais
Se você pretende começar a investir no mercado de capitais por meio de ações preferenciais, basta seguir os mesmos passos que seguiria se fosse comprar quaisquer outras ações.
Para começar, é importante que tenha cadastro em uma corretora de valores, que são as empresas autorizadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a comercializarem ações. Até mesmo os bancos comerciais que operam ações para seus clientes, o fazem por meio de corretoras próprias ou parceiras.
É essencial que você conheça seu perfil de investidor, e para isso as corretoras oferecem excelentes questionários para lhe auxiliar.
E lembre-se sempre daquela máxima importante: não coloque todos os ovos na mesma cesta. A diversificação é imprescindível ao investidor que pretende ter sucesso no mercado!