

“O metaverso é uma oportunidade de vários trilhões! ”
Essa foi a declaração do CEO da gigante de tecnologia Epic Games. Não é surpresa que Tim Sweeney, gestor da empresa que comanda jogos como o onipresente Fortnite, teceria elogios ao metaverso, que trará ainda mais bilhões para sua companhia.
“Metaverso é uma terminologia utilizada para indicar um tipo de mundo virtual que tenta replicar a realidade através de dispositivos digitais. É um espaço coletivo e virtual compartilhado, constituído pela soma de ‘realidade virtual’, ‘realidade aumentada’ e ‘Internet’”.
Esse é o significado literal do termo, extraído da Wikipédia.
Após Mark Zuckerberg anunciar que o Facebook passaria a se chamar Meta, a palavra metaverso bateu recordes históricos nos mecanismos de pesquisa online.
No mesmo dia (28 de outubro de 2021), as ações do Facebook subiram 3%, apenas impulsionadas pelo anúncio da mudança de nome.
Podemos considerar que o metaverso é uma evolução natural da internet, é como se fosse o próximo grande passo da internet. É um mundo virtual que extrapola jogos, selfies e chats; é um ambiente que permite com que as pessoas realizem as mais diversas atividades, inclusive profissionais.
No metaverso, as pessoas jogam, conversam, fecham negócios, trabalham e se divertem. Todas os gigantes da tecnologia estão apostando alto nessa nova fase da internet, que será uma verdadeira revolução em nosso modo de se comunicar.
Toda essa interação se dará através de avatares digitais, que estarão “vivendo” em um ambiente de realidade virtual e aumentada, utilizando criptomoedas para suas relações de negócios.
Imagine uma “internet 3D”, algo que é praticamente palpável, e estará diante de seus olhos como se fosse um mundo novo a ser explorado.
Os usuários não estarão simplesmente vendo um conteúdo, estarão dentro dele, uma vez que o metaverso é um ambiente totalmente imersivo.
Por enquanto, os games representam um grande laboratório, e é um nicho que está largando na ponta quando o assunto é o metaverso. Se você joga partidas online de jogos como Fortnite e Freefire, ou tem alguém próximo a você que joga, percebe a interação que as partidas trazem e o quanto tal interação é mais envolvente que a proporcionada pelos jogos mais antigos.
É importante imaginar um mundo real, para que entendamos melhor o significado disso tudo.
Para alguns desavisados, o metaverso pode ser apenas uma utopia futurista. Mas esse é um pensamento ultrapassado. Prova disso são os valores astronômicos que as transações virtuais estão atingindo ultimamente.
O Metaverse Group comprou, na última semana, um terreno no Decentraland (uma plataforma de realidade virtual), um dos mais populares e antigos metaversos em blockchain, por 618.000 manas, a criptomoeda oficial da plataforma. Esse valor equivale a quase 14 milhões de reais.
Com esse valor daria para comprar uma casa em Manhattan!
O terreno fica em uma área denominada como “Fashion Street” do mapa da Decentraland e provavelmente será um centro de eventos virtual de moda, cujo objetivo será vender roupas para os avatares.
Mais um exemplo, um iate virtual foi vendido por 650 mil dólares no The Sandbox, outra plataforma popular do metaverso.
Se a maior rede social do planeta, que revolucionou e mudou hábitos de pessoas por todo o globo, está passando por um processo de reposicionamento de marca (rebranding) devido ao metaverso, isso certamente tem uma grande importância.
A empresa de Zuckeberg aposta na experiência de imersão do usuário, suas melhores fichas para se manter na vanguarda da tecnologia.
Não será um processo rápido, pois existem vários aspectos essenciais para que o metaverso se torne “indispensável” como a própria internet é nos dias de hoje. Primeiramente tem que haver um ponto em que as pessoas tenham necessidade de fazerem essa imersão proposta. Qual é a utilidade? Essa é uma pergunta a ser respondida.
A tecnologia tem que fazer sentido para as pessoas. Sem um propósito, a adesão não atinge o número de usuários suficiente, quebrando expectativas e não fazendo o mercado decolar como se espera.
Outro aspecto é o valor de equipamentos e serviços de conexão, pois tamanha tecnologia exige uma rede de dados robusta. Nos países em desenvolvimento, a internet banda larga ainda está longe de ter seu acesso democratizado.
Mesmo com todos esses fatores pendentes, os dirigentes do Meta (antigo Facebook) sabem que é apenas questão de tempo para que o ambiente virtual se torne tão importante ao usuário quanto eles esperam.
Além disso, eles reconhecem o papel de protagonista que têm no processo, pois são agentes ativos neste contexto tecnológico e ditam tendências.
Certamente o metaverso será responsável por um novo boom de empregos e oportunidades, tal como a própria internet foi em diferentes momentos. Novos bilionários aparecerão, pois, o que está sendo criado é uma nova indústria.
Para entrar nesse mercado, a melhor forma tem sido a compra direta de ativos nas exchanges de criptomoedas e/ou investir em fundos no exterior que já estão focados no metaverso, trabalhando ativos das empresas ligadas à nova tecnologia.
A moeda que citamos acima, na compra do terreno virtual, a mana da Decentraland, valorizou 70% no último mês e acumula uma alta de 6.000% em 2021. Nada mal. Além dela, confira essa lista de outros projetos no metaverso e suas moedas digitais que podemos destacar por sua valorização recente e potencial de valorização futura:
A Nike lançou a Nikeland, que é o seu próprio mundo virtual. Os usuários podem comandar seus avatares para experimentar e usar roupas, calçados e acessórios da marca e se divertirem praticando esportes virtuais.
Ainda é especulação, mas especialistas de mercado já deixaram vazar algumas informações de que a marca está fechando uma grande parceria com a exchange Coinbase, e pretende comercializar seus produtos através de um ambiente que será batizado de “adiVerse”, na plataforma The Sandbox.
É claro que a gigante do entretenimento não ficará de fora. A Disney quer construir um mundo especial, conectando experiências físicas e virtuais.
A intenção da empresa é criar oportunidades incomparáveis para seus consumidores, onde quer que eles estejam. As diferenças geográficas não serão mais barreiras para que os parques sejam visitados pelo maior número possivel de pessoas.
Outras empresas como Apple, Microsoft, Samsung e Nvidia também terão papel de destaque no metaverso. Certamente estamos vivenciando o início de uma grande mudança!