

Todos sabem que, para ganhar dinheiro na Bolsa de Valores, é preciso comprar ações com valores mais baixos e vendê-las mais caras. Porém, também é possível obter lucros com a queda das ações. Para isso, é preciso saber combinar tais operações por meio da estratégia Long & Short para fazer seus investimentos.
Ela ajuda a expandir os horizontes do investidor ou trading, pois aproveita a diferença dos preços entre os ativos para ter lucros. Podendo ser usada no sobe e desde do pregão, com o benefício de risco reduzido, o que não é comum nos investimentos de renda variável.
Contudo, é preciso conhecer bem esse tipo de operação antes de começar a operar. Por isso, continue a leitura e veja como funciona a estratégia. Vamos lá?
A Long & Short é uma estratégia muito conhecida no mercado financeiro. Ela é resultado de uma operação casada, em que o investidor vende um ativo (Short) e compra outro (Long), de maneira que não precise desembolsar dinheiro. É feito com financeiro perto de zero para se obter um lucro ou prejuízo quando for liquidada. Essa operação tem alavancagem financeira porque oferece estabilidade devido às garantias solicitadas.
Conforme for estruturada a estratégia, há possibilidade de prevenir o investidor do risco de correlação, ou seja, o comportamento conjunto de duas variáveis quantitativas diferentes. Assim, é utilizado o índice Beta do mercado ao qual pertence a ação negociada.
Por exemplo, se o índice da Bolsa abaixa ou sobe 10%, a operação não terá interferência. Explicando de outra maneira, caso a Ibovespa e o ativo Long caiam 10%, e o ativo Short, 15%, houve lucro de 5% nessa operação.
Dessa forma, o objetivo principal da Long & Short é encontrar a neutralidade dos índices no mercado. É uma operação de arbitragem entre dois ativos em que a posição comprada seja melhor que a posição vendida ou o inverso.
A Long & Short é dividida em três processos: o aluguel da ação que quer vender, a venda a descoberto e a compra de outra ação.
Aluguel da ação
Antes de começar a usar a estratégia, veja se a ação que quer vender é acessível, pois nem todas estão disponíveis para alugar. Depois, reserve o saldo para a garantia necessária da operação, como o valor da locação e o custo do risco da transação, que é tabelado pela Bolsa de Valores. Mas lembre-se de que as ações compradas nem sempre geram 100% do seu valor em garantia.
Esse tipo de transação é conhecido como banco de título ou empréstimo de ações (BTC), pois investidores tomadores emprestam uma quantidade de ações, por prazo determinado, e mediante a cobrança de uma taxa negociada a outros investidores.
Venda da ação a descoberto
Depois de concluir o aluguel das ações, é o momento de fazer a venda a descoberto, ou seja, comercializar uma ação que não é sua. Assim, você vende o ativo para, em seguida, aguardar sua queda e comprá-lo de volta, gerando lucro com a diferença conseguida na transação.
Compra de uma segunda ação
Logo, o investidor seleciona uma ação que demonstra que será valorizada para obter a Long Position. Para isso, faz análise gráfica e fundamentalista do investimento. Em seguida, observa o mercado e espera para lucrar, desde que seu estudo esteja correto.
Em qualquer operação de alavancagem feita no mercado financeiro brasileiro, a Bolsa de Valores exige o depósito de garantias para que a operação de Long & Short seja efetuada. Tal garantia pode ser em dinheiro ou ativos que o investidor tenha. Assim, ela é lastreada de margens de garantias.
Caso a operação montada pelo investidor tenha a ponta vendida melhor do que a comprada, o resultado será negativo, sendo necessário mais garantias, pois haverá um risco maior. Por isso, é preciso obter conhecimento dos riscos a que estará exposto, bem como dos custos e suas prerrogativas.
Falando em custos, nesse tipo de transação são cobradas a corretagem pela compra e venda dos ativos nas duas pontas, o emolumento da Bolsa de Valores tanto pela compra quanto a venda e das duas pontas e o aluguel da ponta vendida. Existe, ainda, o valor da margem de garantia a ser paga. Ele é devolvido ao final da operação, mas é obrigatório.
Agora, quanto ao risco, deve ser avaliado no uso do Stop Loss (limites de perdas estabelecido pelo investidor) para que as coisas não saiam do controle se houver prejuízo. Mas nem tudo é medo: a Long & Short também oferece vantagens, pois ela não se baseia no desempenho geral da Bolsa de Valores e, sim, nas duas ações correlacionadas e sua variação. Podendo ser operada tanto em alta quanto em baixa, porque uma ponta comprada garante a ponta vendida.
Primeiramente, entenda o que o desvio padrão é uma medida de separação dos valores que tenham distribuição normal em relação à média. Dessa maneira, ela serve como ponto de partida para mensurar os possíveis retornos futuros dos investimentos, mesmo que haja pequenas falhas.
Assim, quando o ratio do dia aproxima-se do desvio padrão inferior, está na hora de comprar do par ou da compra sugerida. Já que, ao chegar perto do desvio central, isso quer dizer que o objetivo da operação foi alcançado, e o investidor precisa zerar sua posição, vendendo a ponta comprada e comprando a ponta vendida.
Por consequência, o ratio do dia chegará ao desvio padrão superior, sendo o momento de efetuar a venda do par ou venda sugerida. Nesse momento, o investidor precisa entrar na operação e realizar o par inverso que ele havia feito no início.
Por fim, esta estratégia é indicada para investidores de perfil arrojado que está disposto a correr riscos para obter lucros mais elevados. Porém, se houver dificuldades em comprar e vender as ações ao mesmo tempo, utilize o recurso do robô trader, que auxiliará você na execução das operações Long & Short de maneira automática.
Caso queira conhecer mais sobre o assunto, indicamos que leia os 7 livros de investimentos que abordam o tema.