

Quando falamos em rentabilidade, nos referimos ao ganho financeiro de um investimento com respeito ao percentual de retorno obtido por meio da aplicação desse capital, correto?
Sendo assim, compreender como calcular a rentabilidade de seus investimentos, te ajuda a analisar quais são as melhores oportunidades e escolher dentre aquelas que potenciem o aumento de seu capital rapidamente. Trata-se de algo fundamental para saber se você fez um bom investimento.
Porém muitas dúvidas costumam aparecer na hora de fazer esse cálculo, afinal é preciso esclarecer sobre todas as taxas que influenciam no rendimento, para se obter o percentual real de ganhos, e os custos que o investidor arca sobre o mesmo.
Por isso, tomar decisões estratégicas sobre o destino de seu capital e entender se as melhores oportunidades estão sendo aproveitadas é essencial.
Na maioria das vezes quando o investidor se ocupa em fazer os cálculos por conta própria acaba não se dando ao trabalho de calcular a rentabilidade, limitando-se à análise de quanto dinheiro o investimento gerou em sua conta. Mas e os custos que se vão pelo caminho?
Deve-se portanto considerar o tempo, o risco, impostos pelo menos, para começar a ter uma visão mais ampla e confiável, muito além do saldo positivo. É importante conhecer esses valores, e gastos para entender o real potencial dos investimentos.
Claro, todos que investem comparam as possíveis opções antes de decidir em que ações devem aplicar seu dinheiro. Mas, mais do que isso, é importante estar atento aos acontecimentos ao longo da aplicação, o ganho mensal e o total anual, assim como as opções de resgate.
Esse tipo de cálculo serve para analisarmos não somente as melhores ações e os melhores fundos, como para avaliarmos nossas necessidades e entendermos se de fato é isso que queremos investir ou se deveríamos investir em imóveis, por exemplo.
Neste sentido, a previsão da rentabilidade nos permite calcular o que nos dará o melhor retorno, aplicando da maneira mais inteligente possível.
Sendo a rentabilidade o percentual de retorno de uma determinada aplicação, pensemos em certos exemplos.
Em um investimento no Tesouro Direto, digamos que você comece a aplicar a partir de agora R$1000,00 mensalmente. Em um ano, verifica-se que seu saldo é de R$12.600,00. Mas qual de fato foi seu investimento?
Note que R $12.000,00 é o dinheiro aportado, e seu rendimento foi de R $600,00 em um ano. Ou seja, sua rentabilidade é de fato o saldo total de sua aplicação menos o valor do investimento, que neste caso foi de 5%.
Esta é a porcentagem de rentabilidade em títulos do Tesouro de curto prazo, então, calculando essas variáveis, quem sabe se programando para deixar seu dinheiro aplicado por mais tempo compense, pois passará a render uma porcentagem maior.
Por conta dos juros compostos ou juros sobre juros, que são aqueles aplicados sobre o investimento, é possível viver fazendo apenas a gestão de suas próprias aplicações com aportes mensais altos alinhados ao resgate a longo prazo, aumentando exponencialmente o patrimônio.
Veja que o cálculo dos juros compostos é capaz de refletir muito bem a realidade. Existe uma série de condições para calcular a rentabilidade do investimento, mas observe que se trata de uma combinação estratégica. Por isso, a forma mais inteligente está relacionada ao seu potencial de aporte e o que busca com esse investimento.
Quando falamos de rentabilidade, é importante também demarcar se nos referimos à rentabilidade real ou rentabilidade nominal.
Para isso, é importante considerar qual a relação de seu investimento frente à inflação, pois por mais que seu dinheiro tenha rendido, se o valor dos produtos também aumentou na mesma proporção ou próximo disso, vale calcular o ganho efetivo em poder aquisitivo para avaliar se há rentabilidade real nesta aplicação.
A rentabilidade nominal, aquela referenciada no momento do resgate de uma aplicação, não considera os prejuízos da inflação e a perda de poder aquisitivo consequente.
Se, por exemplo, você teve uma rentabilidade nominal de 5% em um ano de investimento e a inflação no mesmo período foi de 3,95%, perceba que sua rentabilidade real foi de fato de %1,05 anual. E não há dúvidas que há melhores formas de investir seu dinheiro.
Podemos observar essa dinâmica com aplicações na poupança, por exemplo, pois justamente por conta da alta inflação, não existe rentabilidade real.
Avaliar um rendimento com relação à inflação é imprescindível, pois é um índice que influencia diretamente em nosso poder de compra.
Outro fator importante na hora de calcular a rentabilidade são os prazos.
Existem investimentos que apresentam diferentes rendimentos a cada mês, pois variam de acordo com a Selic ou de acordo com o CDI, por exemplo, então neste caso seria recomendado aplicar pelo menos durante alguns meses, pois a rentabilidade total tem uma média diferente da mensal.
Já no caso dos títulos de renda fixa que preveem uma certa previsibilidade, o investidor já pode avaliar de antemão por quanto tempo irá deixar, sabendo o que irá receber como rendimento ao final da aplicação.