

COE – Certificado de Operações Estruturadas – é um conjunto de ativos combinados de renda fixa e variável, pertencentes a várias classes.
É um produto de investimento que se torna atrativo por ter um certo nível de proteção, uma vez que o valor nominal do investimento é garantido ao investidor em caso de queda no mercado.
Ou seja, em caso de ganhos, o investidor recebe o lucro do período adicionado ao investimento. E em caso de perda, ele receberá o montante inicial empregado ao investimento, sem sofrer maiores prejuízos.
Portanto, há a segurança da renda fixa e a possibilidade de ganhos quase similares a alguns mercados de renda variável, mercados nos quais, geralmente, o investidor com perfil moderado não se aventuraria.
Dentre os fatores que diferenciam um investimento COE de um fundo tradicional, como o multimercado, por exemplo, podemos destacar três mais importantes:
No mercado de capitais, eles também são conhecidos como “Fundos Temáticos”, por estarem sempre atrelados a empresas que têm algum tema central em comum. Energia, tecnologia, sustentabilidade, saúde, comportamento, etc.
Por serem ainda pouco conhecido pela maioria dos investidores brasileiros, mesmo estando disponível há alguns anos, é essencial que entendamos da forma mais detalhada possível o seu funcionamento.
Os COEs são emitidos pelos bancos oficiais e são autorizados e regulamentados pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que desde 2015 autorizou que eles fossem comercializados também pelas corretoras e distribuidoras de valores.
Isso aumentou consideravelmente os valores investidos nessa modalidade, pois antes disso, estava bem restrito apenas a investidores selecionados pelos bancos.
Os títulos são registrados na B3.
É obrigatório que o investidor receba o DIE (Documento de Informações Essenciais) que explica detalhadamente as características de funcionamento do produto. Itens como previsão de retiradas, riscos, prazos, garantias e previsão de rentabilidade devem estar presentes no documento.
Antes de efetivar o investimento, o cliente também precisa receber e assinar, um termo especial de ciência de risco.
Uma característica também interessante do COE para investidores brasileiros, é que ele permite o investimento em ativos que não são muito comuns no mercado nacional de forma direta.
São ativos que podemos chamar de “alternativos” e que possuem grande capacidade de apresentarem altos índices de retorno financeiro.
Cobre, lítio, urânio e cannabis (fora do mercado brasileiro) são exemplos de alguns desses ativos que são interessantes para quem deseja diversificar sua carteira.
É um ativo totalmente importante para a cadeia produtiva mundial, em vários setores. Além disso, o cobre faz parte de uma categoria de elementos essenciais às novas tecnologias, inclusive as que demandam uso de energia limpa.
O cobre é o elemento mais utilizado no planeta como condutor de energia. Das limpas às mais prejudiciais ao meio ambiente.
As duas maiores economias do planeta, Estados Unidos e China, além do Canadá e da Índia, formam os quatro países que são os principais expoentes desse mercado.
Certamente você já ouviu falar das baterias de lítio que são utilizadas nos veículos elétricos, a nova tendência da indústria automobilística mundial.
As principais montadoras já têm prazo de alguns anos para encerrarem a produção de veículos movidos a combustíveis fósseis. Ou seja, o Lítio é imprescindível para a economia e continuará sendo nas próximas décadas.
Devido às políticas públicas e privadas com foco em sustentabilidade, estima-se que terá sua demanda duplicada até 2025. O que o torna um dos ativos mais atraentes e quase que obrigatório na carteira de quem deseja diversificação.
Outro excelente exemplo de ativo que cresce exponencialmente a cada ano. A cannabis vem sendo estudada por grandes corporações e governos, que buscam extrair todos os benefícios que a planta pode trazer à sociedade.
O uso medicinal da cannabis é a grande aposta da indústria farmacêutica para os próximos anos. Medicamentos à base do óleo extraído da planta estão produzindo grandes revoluções nos tratamentos médicos e sendo liberados em diversos países.
O assunto sobre a sua liberação, tanto para uso recreativo quanto para o médico e industrial, vem ganhado espaços nunca antes conquistados após da sua proibição, fato cercado de controvérsias e considerado um erro por especialistas dos mais diversos campos científicos.
A planta da maconha (como é popularmente conhecida no Brasil), possui propriedades a ser explorada em vários mercados. Dentre eles, podemos destacar:
A cannabis é o maior exemplo de um ativo cujo o público brasileiro não teria acesso como investimento devido às leis do país que ainda não permitem o beneficiamento da cannabis por empresas nacionais.
Assim como o cobre e o lítio, o urânio também possui um importante papel na produção de energia limpa.
Mesmo as energias solares e eólicas sendo grandes destaques como matrizes limpas, a energia nuclear, que utiliza o urânio, resguarda sua importância por não estar suscetível ao clima e por sua alta eficiência.
Ou seja, é uma matriz energética que ainda será bastante utilizada pelo planeta, e isso chama a atenção de investidores que pretendem investir com solidez em médio e longo prazo.
Há opções no mercado brasileiro, oferecidas pelas maiores corretoras e bancos atuantes no mercado nacional, que o investidor pode começar seu investimento com R$1.000,00.
Em algumas instituições esse valor pode ser de R$5.000,00. Isso varia de acordo com o ativo escolhido, o tempo previsto de investimento, a rentabilidade esperada, etc.
Além dos quatro ativos citados neste artigo, existem COEs que investem em variações de moedas, ouro, ações de empresas em diferentes países, e diversas commodities.
A regra de tributação que incide sobre o COE é a mesma das aplicações tradicionais de renda fixa existentes no mercado.
Ou seja, são alíquotas que variam entre 15% e 22,5% de acordo com o período da aplicação.
COE com prazo inferior a 6 meses, o investidor pagará 22,5%, ou seja, a alíquota mais alta sobre seu rendimento (nunca sobre o capital principal).
Aplicações superiores a 2 anos já se enquadram na alíquota mínima de 15%.