

Também chamados de Fundos de Renda Referenciados DI, os fundos DI funcionam como uma carteira de ativos financeiros. Todos os fundos referenciados têm um benchmark, um indicador específico comum a todos, que tem como objetivo fazer com que o rendimento alcance esse indicador.
Os Referenciados DI são chamados assim pois sua formação é composta principalmente por títulos públicos do Tesouro Direto atrelados à Selic ou em títulos privados de baixo risco como CDI (Certificados de Depósito Interbancário).
Os CDIs (Certificados de Depósito Interbancário) são empréstimos a um prazo extremamente curto realizados de um banco a outro. A taxa do CDI é portanto uma média calculada pela B3, onde são registrados os negócios, dos juros cobrados nesse tipo de operação.
Ao pesquisar um Fundo DI, nota-se que o objetivo principal do fundo se trata de buscar acompanhar as variações do CDI.
Sendo assim, gestores de fundos DI investem primordialmente em títulos de renda fixa pós-fixados, indexados à Selic ou ao CDI, acompanhando a variação dos juros brasileiros.
A grande diferença entre um Fundo DI e uma carteira de investimentos é fundamentalmente adquirir cotas. Dessa forma, o retorno das aplicações é proporcional ao valor de cotas adquiridas, conforme o desempenho dos ativos. Os fundos DI são dos mais comuns e populares dentre os investimentos disponíveis no mercado, especialmente entre investidores que buscam uma opção para formar uma reserva de emergência, e são oferecidos em plataformas de investimentos como bancos ou corretoras independentes.
Conforme a classificação da Associação Nacional das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os Fundos DI se enquadram dentro do espectro de fundos de renda fixa, tal como são classificadas as carteiras com pelo menos 80% do patrimônio aplicado em ativos vinculados à variação da taxa de juros, índices de preço, ou ambos.
O risco de se investir neste tipo de fundo, ainda que sempre possa existir, é de fato baixo. Isso se dá pelo fato de que grande parte do capital do fundo é investido em títulos públicos, considerados altamente seguros, mesmo sem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos, o FGC.
A outra parte do capital, em menor proporção, é investida em títulos privados que têm como característica o baixo risco de crédito.
Existem também os Fundos DI enquadrados na “renda fixa duração baixa grau de investimento”, por exemplo, nas quais se investe pelo menos 80% da carteira em títulos públicos federais ou ativos com baixo risco de crédito, com prazo médio de vencimento em até 21 dias úteis.
É importante saber os prazos relacionados aos resgates ao investir nesse tipo de fundo para não ser pego de surpresa. Procure informações sobre a data de conversão no regulamento da carteira tais como: quando o cálculo do valor das cotas será feito para o pagamento do resgate e quando os recursos serão efetivamente disponibilizados ao investidor.
É comum que a data de conversão e pagamento ocorra em D+1. Sendo assim, o valor das cotas para o pagamento do resgate será, como referência, um dia útil após a data em que foi solicitado. Há também a possibilidade do regulamento prever conversão e resgate em D+0, neste caso o cálculo e o pagamento ocorrerão no mesmo dia em que a retirada for solicitada.
Em linhas gerais, a promessa dos Fundos DI é a de proporcionar uma rentabilidade maior do que a da poupança. Vejamos como funciona essa dinâmica.
Fundos DI podem ser considerados os mais conservadores entre todos os tipos de fundos distribuídos.
Ao se tratar de um fundo de renda fixa que acompanha a variação da taxa básica de juros, é um poderoso instrumento de proteção do patrimônio com boa rentabilidade.
Em linhas gerais, investidores com perfil conservador buscam oportunidades de investimentos que possam ser mais rentáveis do que a poupança ou CDB, mas sempre atrelados à segurança e baixo risco.
Se você se encaixa nesse perfil, os Fundo DI são uma boa opção para diversificar.
Para isso, é imprescindível buscar um fundo de qualidade, que tenha uma baixa taxa de administração ao mesmo tempo que proporcione um desempenho igual ou superior ao CDI.
Para o perfil de investidor mais austero e comedido, existe por exemplo uma categoria de “fundos simples”, na qual as carteiras devem manter 95% do patrimônio aplicado em títulos públicos federais ou papéis de instituições financeiras com risco de crédito equivalente ao do governo.
Uma vez que seu investimento é feito quase todo em títulos do Tesouro Direto atrelados à Selic, os Fundos DI têm uma tendência de rendimento de 100% do CDI, com rentabilidade muito próxima à taxa básica de juros.
É preciso lembrar que esse sobre rendimento são descontados os custos, como a taxa de administração, que pode variar de 0,3% a 3,5%. Isso faz com que esse tipo de fundo renda de fato uma média entre 80% e 100% do CDI.
Portanto, para definir rentabilidade do fundo, é importante saber a taxa de administração cobrada pelo mesmo. Sendo assim, o ideal seria evitar fundos com altas taxas altas de administração, uma vez que não se justifica uma taxa maior para tratar de investimentos nada complexos.
Os Fundos DI de alta qualidade são aqueles que rendem por volta de 100% do CDI, mesmo descontada a taxa de administração. As altas taxas são o que pode dizimar o rendimento, tornando o investimento pouco viável.
Fundos DI possuem vantagens e desvantagens como qualquer investimento.
Para pequenos investidores, as vantagens são muitas:
A falta de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) acaba também sendo uma desvantagem presente nos Fundos DI, ao contrário de outros investimentos como CDB, LCI e LCA.
Outro impedimento já citado para esse tipo de investimento costuma ser as altas taxas de administração. E por isso em muitos casos acabam não atingindo a rentabilidade de 100% do CDI, uma vez que as taxas reduzem parte dos lucros.
E por último, podemos classificar como uma desvantagem a tributação.
As taxas de administração são cobradas sobre todo capital mantido pelo investidor no Fundo DI. Definida como um percentual anual, sua cobrança proporcional no entanto é feita diariamente.
Em épocas de juros muito baixos, vale prestar atenção extra na taxa de administração pois com uma Selic abaixo de 5% ao ano, em um fundo com taxa de administração de 2% ao ano por exemplo, o retorno líquido real após descontados os impostos e a inflação será próximo de zero.
Com relação à tributação, é importante ressaltar que os Fundos DI sofrem a incidência do Imposto de Renda sobre os lucros. Esse pagamento já é descontado no momento do resgate, seguindo a tabela regressiva conforme o período transcorrido. A tributação oscila entre 22,5%, no caso de prazos menores e 15%, nos prazos maiores.
Soma-se à isso o come-cotas, algo como um adiantamento do Imposto de Renda cobrado duas vezes ao ano (maio e novembro), com alíquota de 15% de imposto sobre a rentabilidade do período (deduzidos da aplicação em forma de cotas).
No caso de aplicações de até 30 dias é cobrado também o IOF, o Imposto sobre operações financeiras.
Diferentemente da caderneta de poupança, com sua rentabilidade mensal, os Fundos DI têm rentabilidade diária. Para isso, os administradores calculam diariamente quanto renderam as aplicações da carteira para creditar seu valor ao patrimônio.
Ainda que o investidor decida sacar o dinheiro no dia seguinte após feita a aplicação, deverá receber a remuneração equivalente ao período de investimento.
Sendo assim, mesmo que descontadas as taxas de administração e impostos, os Fundos DI apresentam-se como um investimento mais vantajoso que a poupança.
Em números claros, a poupança rende atualmente 2,63% ao ano enquanto os Fundos DI podem chegar a render inclusive mais do que os 3,75% ao ano do CDI.
Como os Fundos DI investem no Tesouro Selic cobrando para isso taxas de administração, é natural concluir que investir nos títulos propriamente ditos pode ser mais vantajoso.
No caso do Tesouro Direto a cobrança de taxa de custódia anual é de 0,30% e qualquer corretora de valores pode comprar diretamente esses títulos sem precisar pagar as taxas de administração de tal fundo, que como dito anteriormente, podem ser muito altas.
Investir diretamente no Tesouro Direto tem outros benefícios, como servir de margem de garantia para operações em Bolsa de Valores. Nesse caso o título funcionaria como uma espécie de ‘cheque caução’ para operações de Day Trade ou de Mercado Futuro.
Conclusão: para obter mais rentabilidade é preciso escolher entre Fundos DI com taxas de administração baixas ou títulos do Tesouro Direto em corretoras que não cobram tal taxa.
Em suma | Takeaways