

Alocação de ativos é o termo utilizado para nomear o ato da divisão de uma carteira de investimentos entre diferentes categorias de ativos, como ações, títulos e dinheiro.
É um procedimento que pode ser personalizado de acordo com o perfil e com os objetivos de cada investidor. A alocação de ativos que funciona melhor para você em determinado momento de sua vida dependerá em grande parte de seu horizonte de tempo e de sua capacidade de tolerar riscos. Pois, como sabemos, existem ativos que atendem às mais diversas intenções de investimento.
Concentrar seu capital em um único papel é uma estratégia arriscada, desaconselhável para qualquer investidor. É por isso que a alocação é tão importante. Dentre as suas principais vantagens, podemos destacar:
Imaginemos um investidor X, que possui um capital de 10 mil reais e pretende investir em ações e títulos, com intuito de crescer seu capital e conseguir ter uma renda passiva num horizonte de médio/longo prazo.
Nesse caso, ao analisar todas as suas opções disponíveis, ele decide investir da seguinte maneira:
Ações small caps: 25%
Ações blue chips: 15%
Ações internacionais de mercados diversos: 10%
Títulos do governo: 35%
Títulos de Alto Rendimento:15%
Perceba que ele optou por uma grande variação de ativos, fazendo uma alocação de forma a diversificar seu retorno e seus riscos.
Como vimos, a alocação de Ativos é um conceito relativamente fácil de se entender, logo aos primeiros contatos.
Mas existem diferentes formas de utilização dessa estratégia, conforme demonstraremos a seguir:
– Alocação estratégica
Esta é a maneira mais básica de adoção de uma estratégia de alocação de recursos dentro de uma carteira.
Nessa modalidade de alocação, o mais comum é que se faça uma análise sobre o histórico de rentabilidade dos papéis para construir um planejamento a ser seguido pelo investidor.
Por exemplo, se ele tem 18% de retorno em ações e 12% em renda fixa, deve dividir de forma igualitária os ativos de sua carteira entre as modalidades analisadas, ficando, portanto, com uma taxa média de 15% ao ano.
– Ponderação constante
Aqui já temos uma gestão mais ativa da carteira com vistas à proteção contra a volatilidade e oscilação do mercado.
O investidor deve adquirir ativos nos quais enxerga um grande potencial de valorização e crescimento. É como se o investidor separasse uma porcentagem de seus ativos para ficar sempre de olho em novas oportunidades de crescimento de capital.
É recomendável que essa porção não ultrapasse os 5% do total da carteira para que não haja uma maior exposição aos riscos.
– Alocação tática
A alocação tática é uma abordagem mais flexível, permitindo que o investidor adote pequenos movimentos típicos de curto prazo para papéis que estão na carteira de longo prazo.
Ou seja, mesmo que exista uma composição bem definida de papéis de longo prazo, o investidor pode alterar essa composição por um curto espaço de tempo, em busca de novas oportunidades de ganhos.
É uma estratégia com maior exposição aos riscos, porém com bons retornos financeiros quando os movimentos são feitos no timing correto. Também exige uma boa dose de disciplina para que o valor alocado em longo prazo não comece a ser utilizado com muita frequência com estratégias de curto prazo.
Portanto, por melhor que seja a oportunidade de negócio, deve-se ter um limite bem estipulado para essas movimentações.
– Alocação dinâmica
Alocação dinâmica, obviamente, requer uma gestão dinâmica e ativa por parte do investidor. A realocação é feita de forma mais constante, buscando altas rentabilidades.
Cabe ao gestor/investidor ter mais agilidade na compra e venda dos ativos que compõem a carteira. Portanto, exige mais atenção às oportunidades de negócios, não sendo recomendada ao investidor com perfil mais conservador e de longo prazo, que geralmente possui uma postura menos ativa no mercado.
O investidor que opta pela alocação dinâmica é justamente aquele que possui um foco no curto prazo, mais disposto a correr riscos e a obter melhores faixas de rentabilidade em seus movimentos financeiros.
O nível de conhecimento de mercado deve ser elevado, sob pena de amargar prejuízos por falta de conhecimento.
– Alocação segurada
A alocação de ativos segurada tem a perda da carteira como principal fonte de informação no processo de decisão de compra e venda.
É como se houvesse um sinal de alerta que é acionado sempre que um ativo apresenta uma desvalorização importante, que esteja extrapolando os limites percentuais máximos de perda definidos pelo investidor, quando da montagem de sua carteira.
E quando isso ocorre, o ativo desvalorizado deve ser trocado por outro com risco quase zero, como títulos do tesouro federal, por exemplo, para que o patrimônio não seja ainda mais prejudicado.
É ideal para investidores com perfil conservador e que desejam oferecer um mecanismo de proteção mais assertivo e garantido ao seu capital.
– Alocação integrada.
Essa é a estratégia de alocação que podemos considerar como mais equilibrada. Nela, há um importante balanço entre o retorno esperado e o risco assumido, de acordo com a tolerância do investidor.
A alocação integrada, é assim chamada justamente por ser como um mix de todas as outras estratégias. Sob o ponto de vista do longo prazo, ela pode ser uma excelente estratégia, visto que também requer uma postura ativa do investidor para a porção de sua carteira que ele alocou em títulos mais arriscados e dinâmicos.
Primeiramente, deve-se procurar um profissional experiente no mercado.
A alocação de ativos é uma excelente opção para aportar seu capital sem precisar ficar acompanhando as oscilações da bolsa e um profissional experiente será de grande ajuda na confecção de seu planejamento, sua estratégia e a visão do retorno.